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Esporte

FC Barcelona x Real Madrid – parte 2: grandes polêmicas

Rodrigo
Escrito por Rodrigo

A centenária história de confrontos entre FC Barcelona e Real Madrid não se resume, somente, às partidas. A fim de que se tenha uma visão completa da rivalidade, é necessário observarmos alguns capítulos escritos por pessoas que não eram, precisamente, os jogadores. De acordo com os registros históricos, as relações entre Barça e Madrid eram, até a temporada 1942-1943, boas. Entretanto, o papel da imprensa em meio ao contexto político à época apresentaram um novo cenário. Neste artigo de ShBarcelona, você saberá mais detalhes sobre a rivalidade entre FC Barcelona x Real Madrid, mais especificamente sobre as grandes polêmicas.

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O escândalo de Chamartín e a noite das garrafadas

Foto por: William Brawley via VisualHunt / CC BY

Foto por  Visual Hunt

O dia 13 de junho de 1943 foi marcado pelo Escándalo de Chamartín. Naquele dia, Barcelona e Real Madrid disputavam a segunda partida da semi-final da Copa del Generalísimo. No primeiro jogo, em Les Corts, a equipe azul-grená venceu por 3 a 0. Segundo os registros da crônica esportiva do jornalista Eduardo Teus, o clássico havia sido vencido, na verdade, pelo setor separatista da torcida barcelonista. As palavras da crônica foram a fagulha necessária para que o segundo jogo, em Chamartín, fosse algo comparado a um palco de guerra e extrema sede de revanche. De acordo com a 20ª publicação da Revista Barça, os jogadores do Barça foram recebidos da forma mais hostil possível. Apitos, vaias e descaradas ameaças à integridade física dos jogadores catalães justificaram o vexatório desfecho da partida: 11 a 1 para a equipe da capital espanhola. Por razões claramente distintas, aquele 13 de junho permanece na memória das duas torcidas.

Duas décadas depois, mais precisamente no dia 11 de julho de 1968, Barça e Madrid protagonizaram outra polêmica. A Copa del Generalísimo foi, novamente, o pano de fundo. A final da competição foi conquistada pelo Barcelona, mas a principal lembrança não foi o resultado em si. Disputada no Santiago Bernabéu, estádio madridista, a partida foi marcada pelo mau comportamento da torcida local. Centenas de garrafas de vidro foram atiradas ao campo, e impediram, por exemplo, que o título blaugrana fosse comemorado com a volta ao redor do campo.

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O caso Di Stéfano

Foto por: movimientobase via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Foto por Visual Hunt

Ao lado de Messi, Cruyff, Maradona e Pelé, o argentino Di Stéfano é considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos. Desde 1952, o FC Barcelona mantinha sua atenção voltada para o lendário atacante do Millonarios de Bogotá. Em março daquele ano, o húngaro Ladislao Kubala, estrela do time azul-grená, contraiu tuberculose. Cética em relação à recuperação do craque, a diretoria do Barcelona resolveu investir na contratação de Di Stéfano. Porém, contratá-lo não seria uma missão fácil, pois além de negociar com o atleta, o clube catalão deveria chegar a um acordo com a equipe de Bogotá e com o River Plate, clube que havia feito o empréstimo do atacante ao time colombiano. A negociação com o Millonarios de Bogotá foi o primeiro grande obstáculo. O segundo foi o interesse do Real Madrid no jogador.

Em julho 1953, o FC Barcelona chegou a um acordo com o River Plate. Entretanto, após várias tentativas de fechar negócio com o Millonarios, o clube catalão decidiu romper as negociações com os colombianos, que haviam solicitado uma grande quantidade de dinheiro.

Em 16 de agosto do mesmo ano, um dia após o Barça notificar a Federação Espanhola de Futebol (FEF) sobre seu acordo com o River, o Millonarios de Bogotá oficializou o acordo que havia feito com o Real Madrid. A FEF decidiu, no dia 15 de setembro, que Di Stéfano jogasse duas temporadas na equipe merengue, e outras duas no time azul-grená. O Barcelona rechaçou a proposta. O craque argentino, após o reembolso feito pelo Real Madrid a favor da entidade blaugrana, vestiu a camisa branca. Do ponto de vista azul-grená, o regime franquista teve um papel decisivo nas negociações.

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FC Barcelona x Real Madrid – parte 2: grandes polêmicas
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Sobre o autor

Rodrigo

Rodrigo

Tradutor, professor de idiomas e redator do portal de notícias Aqui Catalunha, o primeiro em língua portuguesa exclusivamente dedicado à Catalunha.

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