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Arte e cultura

Expressões artísticas catalãs – parte 3: a arquitetura modernista

Rodrigo
Escrito por Rodrigo

Quem visita Barcelona ou qualquer outra região da Catalunha, se dá conta do potencial criador do ser humano. Desde os primórdios da nossa existência, transformamos ideias em realidade: criamos pratos, belas canções e imponentes construções arquitetônicas. Para os brasileiros, o maior nome de nossa arquitetura é Oscar Niemeyer, o grande responsável pelas grandes construções existentes em Brasília. Na Catalunha, as expressões artísticas que assumem formas de linhas, projeções e refinada estética estão ligadas a uma era de destacado florescimento cultural, determinante para da criatividade e espírito catalães: o Modernismo, epicentro das expressões artísticas catalãs. Neste artigo de ShBarcelona, vamos abordar a arquitetura modernista catalã.

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Um movimento cultural revolucionário

Palau de la Música, um dos símbolos da arquitetura modernista catalã

Foto por Visual Hunt

O Modernismo não foi um movimento exclusivamente catalão. Entre os séculos XIX e XX, o continente europeu foi invadido por uma onda de novas manifestações artístico-culturais. Na Catalunha, o Modernisme influenciou, com mais força, o mundo da arquitetura e das artes decorativas.

Um dos personagens de maior relevância naquela era artística foi do arquiteto catalão Lluís Domènech i Montaner, projetista de várias construções catalãs, entre elas o Recinte Modernista de Sant Pau. Lluís Domènech, em seu artigo intitulado En busca d’una arquitectura nacional, publicado na revista La Renaixença, estabeleceu as diretrizes do modernismo arquitetônico catalão. De acordo com sua ideia, as novas edificações deveriam conter os traços da arquitetura gótica catalã (época medieval) e a confiança na criatividade. O ideário arquitetônico de Domènech – e outros arquitetos catalães – estava estreitamente vinculado ao da Art Nouveau francesa e belga.

Algumas das construções modernistas mais conhecidas são o Recinte Modernista de Sant Pau, a Casa Batlló, o Palau de la Música Catalana e a Sagrada Familia.

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Gaudí, expoente máximo da arquitetura modernista catalã

Banco em forma de serpente: símbolo do Park Güell, obra de Gaudí

Foto por Visual Hunt

De acordo com os registros escritos, o movimento modernista catalão não possui datas exatas de início e fim. Entretanto, é possível estabelecer dois marcos fundamentais do Modernisme: o ano de 1888 (data em que realizou-se a Exposició Universal de Barcelona), e 1926, ano do falecimento de Antoni Gaudí.

Antoni Gaudí, nascido em 1852 (cidade de Reus, Tarragona), é considerado o maior arquiteto catalão, e um dos maiores que o mundo já conheceu. Pode-se dizer que Barcelona tem as marcas digitais de Gaudí, já que muitos dos principais pontos turísticos da cidade surgiram da visão inovadora desse arquiteto. A lista arquitetônica made in Gaudí inclui a Sagrada Familia de Barcelona, a Torre de Bellesguard, a Casa Milà, a Casa Batlló, a Casa Vicens e o Park Güell.

O Park Güell, marco de referência da arquitetura catalã, é um dos pontos de visitação de Barcelona mais emblemáticos. Dada a sua importância histórica, o Park Güell foi, em 1984, reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural da humanidade. O Park Güell, assim como outras edificações arquitetônicas do período modernista, reflete o contexto histórico vivido à época: uma Barcelona cada vez mais cosmopolita e em expansão. A residência onde viveu Gaudí, hoje conhecida como Casa Museu Gaudí, é um dos pontos de atração do Park Güell.

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Sobre o autor

Rodrigo

Rodrigo

Tradutor, professor de idiomas e redator do portal de notícias Aqui Catalunha, o primeiro em língua portuguesa exclusivamente dedicado à Catalunha.

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